ARTIGO: Liderança é um aprendizado contínuo

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Nos primeiros posts sobre liderança, dando início à nossa investigação sobre principais desafios com que se defrontam os líderes, o primeiro passo foi falar deles sob a perspectiva interna – insegurança, defensividade e dificuldade na tomada de decisão – aproveitando para tratar também do caráter solitário do exercício da liderança.

Avançamos hoje na discussão dos desafios enfrentados pelos líderes e que vêm de ambientes e circunstâncias externas a eles, como indivíduos.  São advindos de mudanças contínuas, a cada dia mais acirradas nos contextos sociais, políticos, econômicos, legais e tecnológicos. Soma-se a elas o fato de que dentro das próprias organizações tudo muda o tempo todo porque além da volatilidade do comportamento humano – e empresas são feitas de pessoas – é esperada das organizações uma grande capacidade de adaptação ao cenário exterior, sem o que estaria ameaçada a sua própria sobrevivência.

Quer sejam exógenas ou endógenas, quer ameaças ou oportunidades, a maioria dessas forças está fora do âmbito do controle do líder, dele requerendo sobretudo uma boa capacidade de compreensão dos  vetores em jogo para que possa construir uma estratégia eficaz de superação de dificuldades ou  de captura de oportunidades vislumbradas.

É preciso que o líder:

Esteja atento: monitorar as tendências do mercado é obrigação tão importante quando manter a atenção na equipe como um todo e nas pessoas chave em especial. Como está a produtividade e a criatividade do time? Servir ao time e suprir suas necessidades é papel chave de qualquer líder. Que recursos, estímulos ou informações podem ser providos para aumentar a qualidade do trabalho, a produtividade e a satisfação?

Minimize perturbações desnecessárias: na extensão que lhe seja possível, o líder deve atuar para que predomine dentro do grupo a estabilidade necessária ao foco e a produtividade. Disputas entre lideranças superiores, por exemplo, por vezes são usadas como elemento de aumento da competitividade interna visando ao ganho de produtividade dos respectivos times. A curto prazo pode até dar efeito, mas olhar para o lado não permite que se  olhe para a frente. O prejuízo é da empresa como um todo.

Seja proativo: sempre que possível, é importante que a equipe perceba que a liderança está atuando na solução do problema ou na captura da oportunidade. Sabemos que aguardar os acontecimentos por vezes até pode ser a via mais eficaz de solução, mas os times ficam extremamente inquietos nesse cenário. Se essa for a sua opção, comunique-a com clareza de modo a que a decisão de aguardar seja vista como uma estratégia e não como paralisia, medo ou pior, omissão.

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